segunda-feira, 27 de abril de 2009

"Dez(quase)Amores" conquista Caxias do Sul






Foi o maior sucesso o espetáculo "Dez(quase)Amores" em Caxias, nesse último sábado 04 de Abril, na Casa da Cultura.
Em Junho estaremos fazendo nova temporada em Porto Alegre, na Casa de Cultura Mario Quintana, no Teatro Bruno Kiefer.




Mas antes de rolar o sucesso... estava apavorado!


Leia aí o que escrevi um dia antes...


Amanhã, sábado (04 de Abril), estamos indo fazer a peça “Dez(quase)Amores”, pela primeira vez em Caxias.Vamos sair às 7:30 da manhã, direto pra Casa da Cultura de Caxias do Sul.Só pode correr sangue cigano nas veias católicas e judaicas de uma equipe formada por 10 pessoas apaixonados por teatro.Espero que o público goste do espetáculo.Espero que o público compareça.Depois comento como foi.Essa peça é uma homenagem a Claudia Tajes e tem um pouquinho de todo mundo.Na ponta desse iceberg, estamos nós, equipe artística e técnica que monta e desmonta o circo, pro show rolar.Mas a base é formada por tantas pessoas, que seria difícil de listar, mas todos igualmente importantes e muito amados.Agora lembrei do Rodrigo Pesavento, Guido e todo o pessoal da Zeppelin Filmes, tão queridos e profissionais.Mas seria injusto tentar listar estas pessoas neste momento, pois certamente daria uma lista com mais de 30 nomes.Amanhã a peça é em Caxias, mas em Junho estamos fazendo nova temporada em Porto Alegre, na Casa de Cultura Mario Quintana, no Teatro Bruno Kiefer.Depois conto com detalhes como foi em Caxias, a ida, a apresentação e a volta....Até Segunda-feira.

Crítica Teatral escrita por Holfeldt


Crítica escrita porAntônio Hohlfeldtsobre a peça "Dez(quase)Amores"
na foto a atriz Rafaela Cassol.Publicada em dezembro de 2008 no Jornal do Comércio



O espetáculo (quase) perfeito de Bob BahlisDez (quase) amores é um livro de Cláudia Tajes, de 2000, reunindo contos e crônicas. Portanto, o primeiro desafio de Bob Bahlis foi a transformação dos textos esparsos em um trabalho fluido, com uma personagem central, Maria Ana, que narra suas diferenças amorosas em flash back.

O arranjo deu certo: o que são fragmentos variados, a partir de pontos de vista variados, embora sempre a partir de uma mulher, é claro, torna-se um enredo bastante convincente, embora a centralização de todas as iniciativas e experiências amorosas numa única personagem corra o risco de transformá-la em uma ninfomaníaca, como ela mesma refere, num momento final do espetáculo.


Mas a personagem que surge deste roteiro é simpática, humana, compreensiva e compreendida. Cativa a platéia.Poucas peças conseguem, ao final de sua primeira temporada, e na penúltima noite, encher um teatro como Dez (quase) amores conseguiu.


E aqui está o segundo mérito, agora do diretor Bob Bahlis.


Ele conseguiu desenvolver um espetáculo leve, ágil, gostoso de se assistir, sempre interessante e variado. É certo que a duração do espetáculo - hora e meia - parece-me exagerada.

Como ele quis falar de dez amores, dificilmente vai poder mudar isso. Mas acredito que, se ficássemos em uma hora de duração, a platéia sairia com gosto de "quero mais" e o espetáculo renderia muito mais. Porque, na verdade, ao final, ele fica meio repetitivo e cansa.Rafaela Cassol, que vive a personagem-título, foi um bom achado. Ao contracenar com Cláudia Meneghetti, sempre estupenda, ela ganha relevo e o contraponto funciona. O naipe masculino, composto por Marcelo Naz, Fábio Monteiro (bom como o gay, porque não fica afetado nem falso), Gerson Oliveira e Beto Mônaco (excelente como o jovem rebelde dos anos 70) se equilibra, mas não é páreo para a dupla feminina.O cenário cuidado e acabado de Carlos Wladimirsky e de Celso Costa, mais os figurinos de Marga Bressani e a iluminação de Marga Ferreira e Carol Zimermann garantem o bom andamento de todo o espetáculo, que fica bem-pontuado e marcado, evidenciando o ritmo bem-definido de todo o trabalho. A coreografia de Fernanda Carvalho Leite ganha especial relevo na seqüência do baile e do mago pseudamente iugoslavo, porque se reflete diretamente no próprio enredo do espetáculo. A produção de Valeria Verba garantiu todos os cuidados e detalhes necessários, da roupa sempre variada de Rafaela Cassol ao material de divulgação, porque é inequívoco que a lotação do espetáculo tem a ver diretamente com a produção (que cuida da divulgação).Em síntese, Dez (quase) amores é divertido, inteligente, bem seqüenciado e sempre interessante. Varia as cenas, tem boas piadas e reproduz com fidelidade (a referencialidade do noticiário de rádio é uma boa saída) as épocas através das quais se desenvolve a trama, objetivando aquilo que, talvez, nos textos fragmentados, se perderia em idas e vindas que o teatro não admite. O público ri muito, se diverte e acompanha com atenção o que acontece em cena. O diretor Bob Bahlis, uma vez mais, evidencia a competência que possui para a composição da cena como um todo, cuidando detalhes e dando consistência a cada figura que se apresenta na ribalta. O espetáculo, que retorna, por isso mesmo, no Porto Verão Alegre da próxima temporada, deverá continuar fazendo sucesso. Merecidamente. Não é sempre que encontramos um trabalho bem-acabado, bem-concebido e bem-realizado. Mas se pudesse cortar um pouquinho...

DEZ (QUASE) AMORES, no Sesc!




Acabamos de fazer 3 sessões do “Dez(quase)Amores”, no Teatro do SESC (capacidade para 300 pessoas), fechando a programação do Porto Verão Alegre.


A peça foi de terça a quinta-feira, sempre às 20 horas.Foi muito bacana. Público. Risadas.


Alegrias e tristezas. Como a vida.A peça “Dez(quase)Amores” é uma comédia baseada no livro de Claudia Tajes, lançado em 2000, pela editora L&PM e teve quase todas sessões lotadas na temporada de estréia(Nov. e Dez. 2008).


A adaptação teatral do livro foi feita por mim, sob supervisão de Claudia Tajes, que recebia os textos e dava o ok final.


Em Junho voltamos na Bruno Kiefer da Casa de Cultura Mario Quintana.